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SUS fornecerá remédios para psoríase e falta de vitamina H

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu duas novas drogas na Relação Nacional de Medicamentos (Rename). Uma delas é o clobetasol, indicado para tratar pacientes com psoríase, uma doença crônica da pele caracterizada pela presença de manchas vermelhas e espessas. A outra é a biotina, remédio destinado para pessoas que têm deficiência em vitamina H (ou biotinidase), condição cujos sintomas podem incluir redução da força muscular, perda temporária ou completa dos movimentos e da sensibilidade.

A decisão, tomada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde, foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU). O SUS estipulou o prazo máximo de 180 dias — ou seja, até abril de 2013 — para que esses remédios passem a ser oferecidos na rede pública.

O clobetasol não é, porém, o primeiro medicamento para tratamento de psoríase que o SUS oferece. As drogas inclusas na rede pública para casos não graves da doença, todas de uso tópico, são a dexametasona, o ácido salicílico, o alcatrão e o calcipotriol. Em relação à condição grave, são oferecidos os medicamentos ciclosporina, metotrexato, sulfassalazina e o leflunomida. No entanto, a oferta varia de acordo com as secretarias de saúde de cada estado do país. Essa doença, que atinge entre 1% e 3% da população mundial, é autoimune, crônica e não contagiosa. Ela se caracteriza por inflamações da pele que causam manchas vermelhas, espessas e descamativas que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

A biotina passará a ser o primeiro remédio oferecido pelo SUS para tratar a deficiência em vitamina H. O problema, que atinge cerca de 3.200 brasileiros, é uma doença genética que ocorre quando uma pessoa não consegue metabolizar esse composto, que é uma das vitaminas do complexo B. Os sintomas clínicos mais comuns da condição incluem a perda de força muscular, sonolência, convulsões e falta de equilíbrio. A biotina, segundo o Ministério da Saúde, é capaz de reverter esses efeitos.

Ampliação

No mesmo dia, o Ministério da Saúde também publicou a ampliação do uso de três medicamentos para diferentes doenças. Ou seja, são novas aplicações para remédios que já são oferecidos pelo SUS. São eles a sildenafila, que agora passa a ser indicada a pacientes com esclerose sistêmica; o naproxeno, agora para espondilite ancilosante; e o tacrolimo, agora para síndrome nefrótica primária. O órgão estima que o impacto dessas inclusões para o próximo ano será de R$ 7 milhões.